As dificuldades de usar recursos tecnológicos nas salas de aula brasileira, sobretudo em escolas públicas, não são poucas. Os computadores, se existem, nem sempre funcionam ou estão disponíveis para os alunos. Se estão, as chances de terem uma conexão boa são mínimas. A solução para o problema, pelo menos na parte do acesso à internet, porém, pode vir dos céus. Literalmente. O Google anunciou recentemente o Projeto Loon, que pretende lançar balões na estratosfera que levam sinal de internet de qualidade a qualquer lugar do mundo. A sala de aula deve ser uma das primeiras impactadas.
Apesar de o Google ter falado apenas em prover áreas remotas e sem condições de acesso à internet, extraoficialmente já se acredita que o modelo possa ser usado para levar conexão para todo o mundo.
Para Andréia Lisboa de Souza, coordenadora do projeto de educação integral na Secretaria Estadual da Educação da Bahia, a possibilidade de ter acesso à internet nas escolas poderia ajudar os professores a darem mais sentido à educação que estão oferecendo. “Isso impacta na criação de tempos, espaços, conexões locais, regionais e globais nunca antes possíveis e passíveis de acontecer nas salas de aula em âmbito global”, diz.
A professora Adriana Gandin, que lidera um projeto de levar tablets para a escola, concorda que o grande avanço da conexão fácil e rápida para a sala de aula pudesse acontecer, na verdade, fora dela. “Com a conectividade, podemos criar vida dentro e fora da escola. Alunos, professores e gestores podem vivenciar projetos transdisciplinares que discutem e buscam soluções para os problemas reais da humanidade, envolvendo todas as áreas do conhecimento”, afirma.
O Projeto Loon foi recebido com um pouco de ceticismo na mídia especializada – “há ainda muitos desafios para os balões do Google”, avaliou Steven Levy, editor da especializada Wired Magazine, que acompanhou o lançamento dos primeiros balões – e ainda está em fase de testes. “A ideia pode parecer maluca, mas há muita ciência sólida por trás disso”, concorda Cassidy. A divisão do Google que toca o projeto é a X, destinada a ideias de alto risco.
Veja vídeo sobre o projeto, em inglês:
A empresa escolheu uma área remota da Nova Zelândia para o primeiro experimento, no qual estão sendo usados 30 balões feitos de plástico, com 15 metros de diâmetro cada, quando inflados. “Ainda é cedo para comemorar, mas construímos um sistema que usa balões carregados pelo vento para altitudes duas vezes mais altas do que a altura por onde passam viagem de aviões comerciais. Vamos levar acesso à internet em velocidade similar ou até mais rápida que serviços de 3G de hoje”, afirmou Cassidy. O teste, que começou em junho, levou conexão a fazendas neozelandesas que nunca tinham conseguido acesso à web.
Segundo o executivo do Google, a ideia de usar balões ou objetos flutuantes para auxiliar nas comunicações não é nova. “O que tivemos de fazer foi descobrir como controlar o caminho deles [dos balões flutuantes] no céu. Descobrimos uma forma de fazer isso usando energia solar; agora nós conseguimos mover os balões para cima e para baixo para que eles ‘peguem’ os ventos nos quais queremos que eles viajem”, disse ele.
Fonte: Porvir
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